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Curso IRR – Parte II: O que é o IRR

Introdução

 

O IRR (Internet Routing Registry) é um repositório de políticas de roteamento. Os dados do IRR podem ser usados por qualquer pessoa com o objetivo de obter informações para depurar, configurar e planejar endereçamento e política de roteamento. Resumidamente, o IRR e ferramentas associadas:

  • facilitam a validação do conteúdo de mensagens dos anúncios BGP
  • permitem mapear um ASN em suas respectivas redes
  • permitem a definição de políticas de roteamento bem mais amplas do que através de filtros, nos roteadores
  • gera configurações para roteadores

O IRR foi criado em 1995 na época em que os provedores de acesso à Internet do mundo estavam se preparando para o final da atividade do backbone da NSFNET e, comemorando o primeiro aniversário da Internet comercial. Por volta de 1999, haviam os seguintes repositórios: CA*Net, no Canadá, o ANS, CW e RADB nos EEUU e o RIPE na Europa. Os três primeiros eram privativos e os dois últimos, públicos. Atualmente, os repositórios cresceream e uma lista das bases de dados IRR pode ser vista, preferencialmente, na página do sítio oficial do IRR reproduzidas abaixo.

  • ALTDB
  • AOLTW
  • APNIC
  • ARIN
  • BCNET
  • BELL
  • DERU
  • DIGITALREALM
  • EASYNET
  • EBIT
  • EPOCH
  • GT
  • GW
  • HOST
  • JPIRR
  • LEVEL3
  • REACH
  • RETINA
  • RGNET
  • RIPE
  • RISQ
  • ROGERS
  • SAVVIS
  • WVFIBER

A principal base é o RADB. As outras bases são periféricas e usam o RADB de duas possíveis maneiras:

  1. Espelhamento bi-direcional.
  2. Espelhando o RADB e outras bases (espelhamento unidirecional).

Em ambos os casos, usa-se o servidor IRRd. O espelhamento unidirecional nem sempre é somente com o RADB para o IRRd e é muito usado por grandes concessionárias para manter os servidores, disponíveis mais próximos de seus clientes.

Algumas bases são de uso gratuito, como a ALTDB e são bidirecionais. Não mais do que 10 minutos são necessários para que o RADB atualize uma inclusão ou alteração sobre seus servidores homologados, como o caso do Pegasus IRR.

Os dados do IRR podem ser obtidos, também, via whois, como já vimos. Os recursos para obter informação do IRR via o whois são enormes e ao longo do treinamento estudaremos os diversos formatos.

É possível obter os dados atualizados das bases que são espelhadas e da própria base do RADB, [1] e, usar diversas ferramentas disponíveis gratuitamente, na Internet para pesquisá-las.

Em [2] é possível pesquisar todos os objetos disponíveis nas bases IRR, para um mesmo mantenedor. Testem, por exemplo, com MAINT-AS28182. MAINT-ASn é o formato preferido (e recomendado) para o nome de um mantenedor, embora não seja um formato obrigatório. Sendo o formato preferido, todo mundo usa. Vamos usá-lo, portanto apesar de não ser a sugestão do artigo “Some practical advice on using the IRR”, do Merit. Alternativamente, em [3] , ainda em desenvolvimento pode-se pesquisar de maneira simples.

Recomendamos a leitura da apresentação “APNIC Internet Routing Registry”. Na sequência vale a pena ler uma interessante avaliação em “A Survey On Utilization of IRR’s Route Objects”. Ambos na BC.

Eis algumas ferramentas para usar/pesquisar uma base IRR, de forma inegrada:

  • IRRToolSet: ferramenta para análise de políticas de roteamento e geração de configurações para roteadores a partir das informações contidas no IRR. A versão, 4.8.6, pode ser obtida aqui e, em [4], muitas informações adicionais e o candidato à versão 5.0.
  • IRR Power Tools: é uma coleção de utilitários que permite facilmente pesquisar, gerenciar e utilizar as informações de roteamento contida no IRR (http://sourceforge.net/projects/irrpt/)
  • ASLookup: é uma ferramenta para pesquisar a sequência de um ASN que esteja registrado no IRR e o retorno da primeira linha de descrição de um objeto AS. Através do ASLookup podemos pesquisar diversos números de AS, usar o resultado do “show ip bgp” e, descobrir um AS a partir de um endereço IP. Obtenham em http://aslookup.bgpview.org/index-e.html.

Conhecer as ferramentas disponíveis será importante para que possamos definir de forma correta as configurações dos objetos que deveremos incluir na base IRR. Nas próximas aulas iremos começar a atividade prática. As recomendações de leitura não precisam ser consultadas, sob o ponto de vista prático, É recomendação adicional para os que fazem do BGP uma ferramenta de trabalho. Nesse caso seria bom enfrentar o curso do RIPE, “Routing Register Training Course”. Recomenda-se o uso do PEGASUS IRR. É a melhor maneira de compreender as entre-linhas das aulas, nesse treinamento. Não se deve preocupar em errar, eventualmente. Em computação, o erro, contribui para a aprendizagem (a não ser que tenha sorte, [5]). Finalmente, uma geral sobre o sítio Overview of the IRR é o exercício desse segmento.

 

Itens relacionados:

 

 

Referências

 

[1] Bases de dados do IRR, associadas ao RADB.
[2] Whois do RADB.
[3] Whois do Pegasus IRR.
[4] Wiki do IRRToolSet
[5] Erl, T., SOA Princípios de design de serviços, Pearson Prentice Hall, São Paulo, 2009.

Categorias:IRR, Sem categoria

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