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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Meu ambiente de trabalho

Introdução

O tempo anda escasso, ultimamente. O de todo mundo, pelo que parece. Estou com dois artigos na agulha, um deles a continuação do último, sobre a conexão aos PTTs em IPv4 e IPv6. O outro é sobre um ano “quase” sabático, que me dei de presente, a partir de março de 2011. O ano “quase” sabático obrigou-me a preparar adequadamente o ambiente de trabalho. E vou descrevê-lo, por pura curiosidade, organização das idéias e reconher que, nas entrelinhas, será útil para muita gente. O bloque tem a vantagem de você escrever o que desejar para que leiam as pessoas que desejarem ler. No passado, chamávamos de “livre arbítrio”. Hoje seria mais prudente chamar de “escolha pessoal”. Geralmente, a “escolha pessoal” é baseada, EMHO, no conjunto de informações que um ser humano possui em sua cabeça, adquirida ao longo dos anos. Mas, o conjunto é complementado pela manipulação que o ser humano fez e faz, sistematicamente, do conhecimento adquirido. É uma questão um pouco mais complicada, pois vê-se, no dia-a-dia e na história, que este conjunto de conhecimento pode ser usado para o bem e para o mal.

O comentário da “escolha” aparece, a propósito de uma opinião que vi em um dos artigos do Silvio Meira onde, no debate alguém diz que uma pessoa é míope porque decide usar o Facebook. Em linhas gerais, justificou a miopia, pelo fato de que usar o Facebook está tornando mais rico o seu criador. É uma observação, a meu ver, sem propósito. Mas, trata-se de uma opinião. Não é possível preocupar-se com uma opinião (quando ela não é técnica), que você simplesmente não concorda. Minha escolha nestes casos é o da relevância. Se a opinião não técnica não for relevante ou não contribuir para o enriquecimento de minhas próximas escolhas, ignoro-a, no sentido de não participar do debate. Prefiro a visão shakesperiana: “A vida é uma simples sombra que passa (…); é uma história contada por um idiota, cheia de ruído e de furor e que nada significa”. Por outro lado, não acho que a história da miopia acima, qualifique um idiota. Pessoalmente, aperfeiçoei meu conhecimento, com a abordagem da opinião e na simples leitura. Sempre acontece, mesmo que inusitada.

Os recursos físicos

Tenho um “notebook” Dell Vostro 1320, com 8 GRam e um HD de 230 Gbytes. Localmente, tenho um “desktop” Intel Core 2 duo com 8 GRam e 2 HDs de 520 Gbytes. Remotamente, tenho uma outra máquina semelhante a este “desktop”. Para a Internet uso a Net com 10M de banda, que chega a 800 Kbps, medidos no SIMET do Nic.br. Para mim, a Net é uma provedora de serviços, no mínimo, irresponsável! Conectado à Net tenho um Mikrotik em uma máquina simples, com HD em “flash”, já há muitos anos.

No meu “notebook” tenho o Windows 7 Professional, em IPv4 e IPv6. O IPv6 é um túnel com a HE, que faço via anúncio de um /48 através do AS de minha empresa. Eventualmente, ativo uma VPN com um dos roteadores apropriados. Assim, consigo manter minhas configurações originais, onde estiver, em qualquer parte do mundo. Se não tenho Internet, mas há disponibilidade de celular, uso-a via meu iPhone. Complementarmente, tenho um “tablet” Samsung 8.1, que suporta alguns casos extremos e usado muito para leitura dos trabalhos em .pdf. Este conjunto de facilidades me satisfaz plenamente, no quesito de interconexão á Internet, que é o componente fundamental de trabalho e, via de regra, não me deixa ocioso, exceto quando for minha escolha. Fico ocioso, sempre, quando estou com meu neto querido.

As outras facilidade

Naturalmente, minhas maiores facilidades estão no “notebook”. Eis algumas delas:

  • Thunderbird: meu atual cliente de correio eletrônico. Não é meu preferido, infelizmente, mas dá para o gasto. Ele tem uma facilidade muito interessante que é o uso do PGP.
  • Browsers: Tenho quase todos, Chrome, Firefox, Explorer e Safari. Meu preferido é o Chrome. Antes era o Firefox, mas ultimamente com muitos problemas. Explorer só para alguns bancos, que não respeitam escolhas de seus clientes. Safari uso muito pouco, principalmente em testes de desenvolvimento.
  • Putty: minha principal ferramenta de ssh. É também, uma das mais importantes ferramentas de trabalho. Tenho outros, como o SCP, mas uso pouco.
  • Zope/Plone/Zeo: Uso pouco, no “notebook”. Somente para segurança de outros servidores, os quais uso muito.
  • Warftp: Insubstituível servidor de ftp. Entre outras funções ele é o principal componente de integração com o “tablet”. E, naturalmente, como integrador com os outros servidores.
  • PHPDesigner: Depois de muitos anos, há 5 uso-o preferencialmente. Está instalada, a versão 8. Não somente os programas em PHP, mas também, com editor de outras linguagens com C, Java e Perl, particularmente.
  • Wamp: Aplicação fantástica e simples, que implementa os servidores de MySQL, PHP, Apache em suas diversas versões, o que é muitíssimo útil.
  • Clientes para o MySQL: Tenho instalado o MuSQL Workbench, o MySQL Administrator e o MySQL-Front. Cada um com sua utilidade.
  • MikTex: Ferramenta preferida para os textos que preciso escrever em Latex. Ando me afastando um pouco do Latex e preferindo o Word. O Word é muito mais fácil para lidar, nos textos técnicos. O Latex é cansativo gerando muita perda de tempo na procura de compatibilidades. Mas, é insubstituível em alguns casos.
  • Office: Ótima ferramenta, pois domino-a. Além do Word sou usuário permanente do PowerPoint. Como não sou especialista em imagens, uso-o como intermediário para o aperfeiçoamento do que preciso, no Adobe Photoshop.
  • Adobe Photoshop: Para quem entende, deve ser uma maravilhosa ferramenta. Para mim resolve milhares de problemas relacionado com figuras, imagens, etc., que preciso no dia-a-dia.
  • eyeBean: Meu “softphone” preferido para testes e uso do FaleOK. Hoje tenho-o instalado no iPhone, também, e uso-o para receber e fazer chamadas via o FaleOK. Tenho números fixos em algumas cidades.
  • Wireshark: Eventualmente uso-o para avaliações e diagnósticos de problemas em redes. Pouca atividade, mas uma fantástica ferramenta, quando necessária.
  • Camtasia: Este e outros recursos estão associados a um Bamboo da Wacon, plugado em uma das USBs do “notebook”.
  • Enterprise Architect: Minha principal ferramenta de projetos e apoio ao desenvolvimento de idéias. Indescritível, os recursos disponíveis! É complexa e ao longo do tempo pode aperfeiçoar o uso.
  • FileZilla: Cliente preferido para ftp. Fica aberto o tempo todo no “notebook”.
  • Adobe Acrobat X: É um software de apoio. Usei-o muito quando meu orientador solicitou que os textos fossem feitos em Word e eu os fazia em Latex. Não entendi muito bem a razão dessa preferência já que existe hoje, o Adobe Reader X. Tal exigência, fez-me mudar em definitivo para o Word. No final, a mudança foi melhor e mais prática.
  • Skype: Há muito abandonei o MSN pelo Skype. Este é muito mais confortável e estável (pelo menos era, na época da escolha). Só uso o Skype para me comunicar com outros Skypes. Telefonia prefiro o FaleOK, muito mais flexível…
  • Segurança: Tenho vários anti-vírus e uso intensivamente o “firewall” do Windows 7.
  • VMWare: Ferramenta versátil e simples para criação de máquinas virtuais. Não fosse o VMWare não sei como poderia criar ambientes de testes, verificação de comportamento e integração (usualmente, em rede), de diferentes sistemas operacionais, tais como: Windows, Mikrotik, BSDs, Linux, etc. Cada um deles nas suas diversas versões.
  • CygWin: Ah! Grande achado! Tornou muito mais fácil lidar com o Windows, ao sair fora do “prompt”. Bem mais fácil!! Não se pode prescindir do CygWin, principalmente se você desenvolve com o apoio de “framework”, no Windows. Para se ter um exemplo, as duas figuras abaixo mostram o whois no CygWin e no Windows, respectivamente:

    Também, um recurso bastante valioso é o servidor sshd. Não tem preço!!

Finalmente, para ilustrar, eis a barra de tarefas do “notebook”:


Nos servidores local e remoto uso o FreeBSD (versão 9). Ambos possuem Apache2, MySQL5 e PHP5. Em ambos, como no “notebook” está instalado o Zope/Plone/Zeo. O Zeo admite perfeita integração entre os três, o que me deixa despreocupado em relação à segurança dos dados. No Plone local, mantenho toda e qualquer documentação de todos os servidores sob minha responsabilidade. Incluo todos os trabalhos em .pdf que mantenho em minha bibliografia no Word. Senhas (codificadas), IPs, v4 e v6 (uso a flecha para documentar), informações pessoais, agenda, etc., etc. O Plone é algo, também indescritível. Uso o Zope desde que ele apareceu pela primeira vez.

O servidor remoto tem um DNS escondido (Bind), que é “master” para um “master”, de um conjunto de outros servidores de dominio (autoritativos). Como recursivo, uso o Unbound no servidor local e em um outro servidor remoto.

Conclusão

O “notebook” tem suportado com altivez a demanda sobre ele. É claro que 16 GRam, no mínimo, com um processado I5 ou I7 seria o desejável. É o que provavelmente acontecerá em breve, espero. De resto estou muito feliz com meu ambiente, cuja foto parcial do local, segue abaixo!


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Internet brasileira: Parte 1. A metáfora da galinha e da águia.

Sejamos galinhas e águias: realistas e utópicos,
enraizados no concreto e abertos ao possível ainda não ensaiado,
andando no vale mas tendo os olhos nas montanhas.
Recordemos a lição dos antigos: se não buscarmos o impossível (a águia)
jamais conseguiremos o possível (a galinha).

Leonardo Boff, [2] pag. 70.

Sur ce dont on ne peut parler, il faut garder le silence.
Ludwig Joseph Johann Wittgenstein

Introdução

Quem inventou o limpador de parabrisas foi o rabino. O americano aperfeiçou, colocando-o para o lado de fora. Não me esqueço desta piada. Primeiro, porque ela é ótima, já que a versão brasileira da piada substituiria “rabino” por “português”. Segundo, porque ouvi-a do Prof. Zohar Manna durante um jantar, em Campinas, onde estava presente, também, sua simpática esposa, Nitza. Ele tinha sido convidado para um seminário, parte do Congresso Brasileiro de Computação, realizado pela SBC, do qual participava, como membro da comissão organizadora. Foi um privilégio indescritível, a oportunidade de conviver pouco tempo com o Prof. Zohar. Para se ter uma ideia de tal privilégio, basta uma olhada em [1].

Lembrei-me do Prof. Zohar Manna, por sua origem judáica. À procura de uma revisão na metáfora da galinha-águia para escrever este artigo, uma pesquisa na base de conhecimento (uso o Zope+Plone, há anos), trouxe-me as seguintes referências:

  • Israel
  • Hebreus
  • midraxe-hagadá
  • Gana
  • James Emmanuel Kwegyir Aggrey
  • Kwame N´Krumah
  • Leonardo Boff

O resultado de Leonardo Boff era esperado. Para reler Leonardo Boff foi preciso ir até uma livraria e completar uma biblioteca desfalcada. Não foi surpresa ver que já era a 48o. edição do livro de Boff, [2]. Foi ótima, a nova leitura! Não sou teólogo, tampouco filósofo ou antropólogo e muito menos sociólogo para entrar no mérito da Teoria da Libertação, de Leonardo Boff. Estava muito interessado na versão da metáfora águia-galinha, dada por James Aggrey, cujos esforços levaram à libertação de Gana, então sob o jugo do império britânico (através de Kwame N’Krumah, em 1952). Claro que o império britânico do passado, já não é o mesmo, mas surpreendi-me, quando atravessava o Estreito de Gilbratar, indo da Espanha para a África (Ceuta) e vendo, sem perder de vista, a possessão inglesa fincada de forma esplendorosa, na pedra de Gilbraltar, ao sul do território espanhol, bem longe da Inglaterra.

A versão de Leonardo Boff sobre a metáfora de James Aggrey é bem elaborada e excede a abordagem desejada neste texto e seus objetivos. Boff usa a técnica dos hebreus (que ocupavam, no passado, o território atual de Israel), denominada midraxe-hagadá, para justificar a adoção de uma versão mais complexa da metáfora. Tal versão, muitíssimo bem elaborada, é uma sensível demonstração de pensamento límpido e grandioso, de Boff. Para quem acredita que o livre-arbrítrio é uma dos mais preciosos bens do espírito humano deve procurar entender a engenharia da metáfora de Boff. Integralmente!

O propósito desse texto é ponderar sobre mudanças no comportamento dos provedores, pequenos e médios, diante da Internet brasileira (ops! PNBL…) usando a metáfora águia-galinha, na simplicidade da formulação de James Aggrey e considerar, lateralmente, com significativas abstrações, o ponto de vista de Leonardo Boff. Mais à frente pretende-se parametrizar a indignação usando a noção de assimetria como forma de medir o comportamento de pessoas e instituições (públicas e privadas), quando da ofensa ao senso comum, no cenário da computação brasileira, foco na Internet.

A águia que não podia voar

Em 1925, dois anos antes de sua morte e durante uma reunião de lideranças políticas, James Aggrey, [3], percebeu que líderes importantes apoiavam a manutenção da colonização inglêsa em Gana. Pediu a palavra e contou a seguinte parábola:

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas, apesar de sua origem imperial.

Cinco anos após, o camponês recebeu uma visita de um naturalista que ao passar pelo galinheiro observou a águia e disse que aquele pássaro não era uma galinha. O camponês concordou que o pássaro era uma águia, mas que foi criado como uma galinha e, portanto, se transformou em uma galinha apesar de sua deslumbrante diferença.

O naturalista, experiente, não concordou e disse que uma águia sempre é uma águia e, que seu coração a faria voar, um dia. Ao que o camponês retrucou, afirmando que ela nunca mais voará como águia pois tinha virado galinha.

Para encerrar o debate entre dois pontos de vistas diferentes resolveram fazer um teste. O naturalista pegou a águia, ergueu-a bem alto e disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! E soltou a águia.

A águia viu as galinhas logo abaixo e pulou para o galinheiro. O camponês então falou: – Não lhe disse? Ela virou uma simples galinha. Ao que o naturalista, também teimoso respondeu: – Não! Ela é uma águia!!! Vamos experimentar amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no telhado e disse: – Águia, você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas, a águia preferiu ir para junto das galinhas que estavam no chão. E o camponês, sorrindo: – Eu lhe disse! Ela virou galinha! Mas o naturalista não se deixou vencer: – Vamos experimentar uma única vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte ambos levantaram bem cedo, pegaram a águia e levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma monhanta. O naturalista ergueu a água para o alto e ordenou-lhe: – Águia, ja que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor, tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direação do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. E, nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento?

No final da história, Aggrey conclamou: – Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

A Teoria da Libertação e a Internet no Brasil

Leonardo Boff, escreve ([2], página 78): “O que efetivamente conta não são as coisas que nos acontecem. Mas, sobretudo, a nossa reação frente a elas. nossa reação irrompe a força irradiadora dos arquétipos”.

Os arquétipos, por exemplo, no caso dos provedores e a PNBL não são propriamente a Telebrás e suas ações, mas sim, a retórica fundamentalista e ação efetiva dos donos da Telebrás, como nos mostra, supreendentemente, a recente troca de comando. Os provedores estão deixando acontecer, ao sabor de interesses, que não os seus, as decisões do estado, que os afetam diretamente, em particular, no futuro. E, também, se deixam enganar pela noção falaciosa de que os bandidos são as operadoras da telefonia brasileira. Ora, elas estão fazendo o papel correto de não se contentarem com os grãos jogados para ciscarem, mesmo que fartos. O que é, absolutamente correto, como membros da iniciativa privada. Exemplarmente, a suposta ilegalidade das operadoras de telefonia como fornecedoras de acesso à Internet, por omissão, já é coisa do passado.

É difícil para um leigo, imaginar o que poderia gerar a indignação de algumas instituições, em relação a obra de Boff. O fato é que o destino do seu midraxe-hagadá sobre a metáfora águia-galinha é o ser humano e evidencia uma proposta para o crescimento do espírito humano e seu bem estar. O inconquistável espírito humano! Ele faz interessantes e independentes abordagens (apesar de teólogo), entre o “big-bang” e o Gênesis, entre paneteísmo e panteísmo, além de contrapor com messiânicos, sem pestanejar, tais como: Jesus Cristo, S. Francisco de Assis, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King, Mãe Menininha do Gantois, Chico Mendes, Einstein e muitos outros, numa mistura inteligente. Talvez ai resida a facilidade de algumas instituições se indignarem em relação ao seu ponto de vista global. Indignação, diga-se de passagem, contra a defesa da indignação.

Neste artigo, estamos interessados em algumas passagens marcantes de Leonardo Boff e, com poucos comentários enumeramos-as:

  • [Pag. 70:] “Sejamos galinhas e águias: realistas e utópicos, enraizados no concreto e abertos ao possível ainda não ensaiado, andando no vale mas tendo os olhos nas montanhas. Recordemos a lição dos antigos: se não buscarmos o impossível (a águia) jamais conseguiremos o possível (a galinha).”
  • [Pag. 73:] “…sem sinergia, ninguém recupera as asas da águia ferida que carrega dentro de si. Um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte. Porque a união faz a força.”
  • [Pág. 81:] “Nada do que realmente vale se alcança sem esforço e sem fatigante trabalho. A águia, para resgatar sua identidade, teve que se autossuperar. Vencer o medo inicial. Abrir seus olhos ao Sol.”
  • [Pág. 116:] “A transparência é uma das características que melhor definem a pessoa integrada e bem realizada.”
  • [Pág. 117:] “Poderes mundiais têm interesse em manter o ser humano na situação de galinha.” Ou, há interesses em manter os pequenos e médios provedores na situação de galinha, embora, eles sejam mais habilidosos ao tratar o mercado local e se dão muito bem quando propõem soluções à comunidade à qual pertencem. Agregam valor aos serviços, por demanda local, em outras palavras.

A síntese da proposta de Boff estão nos seguintes pontos:

  1. É necessário indignar-se com aquilo que afeta seus interesses, respeitando a moral e a ética.
  2. O velho ditado é fundamental: a união faz a força.
  3. Representatividade isenta, desprovida de interesses individuais e do corporativismo é a principal arma.
  4. Devemos agir como as grandes corporações, que recusam os grãos jogados para ciscarem. Em outras palavras devemos procurar agir como águias.

Referências

  1. DERSHOWITZ, N. Pæan to Zohar Manna. Disponível em: http://www.cs.tau.ac.il/nachum/papers/Paean.pdf. 24 Sept. 1997. Acessado em 05/06/2011.

  2. BOFF, L. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. 48. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

  3. WIKIPEDIA. James Emman Kwegyir Aggrey. Disponível: aqui. Acessado em 23/06/2011.

Categorias:Comportamento, TCP/IP